Energia solar por assinatura é um jeito de pagar menos pela energia sem instalar placas. Você se associa a uma empresa, cooperativa ou consórcio dono de uma usina solar, e a energia que essa usina injeta na rede vira crédito na sua conta da distribuidora. Em troca, você paga à empresa um valor menor do que pagaria pela mesma energia na conta. Serve para quem mora de aluguel, em apartamento ou não tem telhado adequado. Mas o contrato precisa ser lido com atenção.
Como funciona na prática
- A empresa tem (ou aluga) uma usina solar na mesma área da sua distribuidora.
- Você assina o contrato e a empresa pede à distribuidora para direcionar parte dos créditos da usina para a sua unidade consumidora.
- Todo mês, a sua conta da distribuidora vem com os créditos abatendo o consumo.
- Você paga à empresa pelos créditos recebidos, com desconto em relação à tarifa.
Essa modalidade se chama geração compartilhada e está prevista na Lei 14.300/2022. Você continua sendo cliente da distribuidora: a energia que chega na sua casa é a mesma, pela mesma rede.
Você passa a receber duas cobranças
| Cobrança | O que inclui |
|---|---|
| Conta da distribuidora | Taxa mínima da ligação, iluminação pública, consumo que os créditos não cobriram e encargos que continuam sendo cobrados |
| Fatura da empresa de assinatura | Os créditos de energia recebidos, com o desconto contratado |
Para saber se compensou, some as duas e compare com o que você pagaria só com a distribuidora.
Quanto se economiza
As empresas costumam anunciar descontos na faixa de 10% a 20% sobre a energia compensada, conforme a distribuidora e o contrato. Como a taxa mínima e a iluminação pública continuam na conta, o desconto sobre o total pago é menor que o anunciado.
Casa bifásica com consumo de 250 kWh e tarifa de R$ 0,90. Créditos para 200 kWh (o consumo acima da taxa mínima), com desconto de 15%:
- sem assinatura: 250 × 0,90 = R$ 225,00;
- com assinatura: 50 × 0,90 (mínimo na distribuidora) + 200 × 0,90 × 0,85 (fatura da empresa) = 45,00 + 153,00 = R$ 198,00.
Economia de R$ 27 por mês, ou 12% do total, e não 15%. A iluminação pública é igual nos dois casos.
Os números reais dependem das regras da distribuidora e de cobranças que continuam na conta, como parte do custo da rede para os créditos. Peça à empresa uma simulação com uma conta sua.
O que conferir no contrato
- Desconto sobre o quê: sobre a tarifa cheia, sobre a energia compensada ou sobre o total da conta?
- Prazo e fidelidade: existe tempo mínimo? Qual a multa para sair?
- Reajuste: o desconto acompanha os reajustes da distribuidora?
- Créditos que sobram: se a usina gerar mais que o seu consumo, você paga por créditos que não usou?
- Bandeira tarifária: como ela entra na conta da empresa?
- Quem é a empresa: CNPJ, tempo de mercado, reclamações em sites de consumidores.
Assinatura ou placas no próprio telhado?
| Assinatura | Placas próprias | |
|---|---|---|
| Investimento | Nenhum | Alto, se paga em anos |
| Economia | Moderada (desconto contratado) | Maior depois de pago o sistema |
| Serve para | Aluguel, apartamento, telhado ruim | Casa própria com telhado bom |
| Compromisso | Contrato com prazo e regras | Manutenção e garantia dos equipamentos |
Se você tem telhado e pode investir, compare com o retorno das placas próprias em energia solar compensa?.
Perguntas frequentes
Como funciona a energia solar por assinatura?
Uma empresa com usina solar na área da sua distribuidora direciona créditos de energia para a sua conta. Você paga à empresa por esses créditos com desconto e continua recebendo a conta da distribuidora, que passa a vir menor.
Energia solar por assinatura vale a pena?
Pode valer para quem não pode instalar placas, desde que o desconto real sobre o total pago seja bom e o contrato não tenha multa de saída abusiva. Some as duas cobranças e compare com a conta antiga.
Quem mora de aluguel pode ter energia solar por assinatura?
Sim. Não há instalação no imóvel. O titular da conta de luz é quem assina o contrato.
Com energia solar por assinatura a conta zera?
Não. A taxa mínima da ligação, a iluminação pública e outras cobranças continuam na conta da distribuidora, e você ainda paga a fatura da empresa.



