Informe o consumo médio da sua casa e o estado. O simulador calcula o tamanho do sistema solar, quantas placas cabem nessa conta, quanto espaço de telhado é preciso, uma faixa de investimento e em quanto tempo a economia paga o sistema, já considerando as regras da Lei 14.300.
Simulador de energia solar residencial
Tamanho do sistema, número de placas, investimento estimado e retorno.
Como usar o simulador
- Consumo médio: some o consumo em kWh dos últimos 12 meses (está no histórico da conta) e divida por 12. Usar só um mês distorce o resultado, porque o consumo muda entre verão e inverno.
- Estado: define quanto sol, em média, chega ao seu telhado. Para o seu endereço exato, o CRESESB (Cepel) oferece a consulta SunData por coordenadas.
- Tarifa com impostos: o valor do kWh da sua conta. Veja como calcular o valor do kWh.
- Tipo de ligação: monofásico, bifásico ou trifásico. Ele define a taxa mínima que você continua pagando mesmo com energia solar.
- Uso durante o dia: a energia usada no mesmo momento em que é gerada vale mais do que a injetada na rede, por causa do Fio B.
A conta por trás do resultado
energia a compensar = consumo médio − consumo mínimo da ligação
geração por kWp/mês = sol médio (kWh/m²/dia) × 30 × 0,78
potência (kWp) = energia a compensar ÷ geração por kWp
Exemplo em São Paulo (sol médio de 5,0), consumo de 300 kWh, bifásico: 300 − 50 = 250 kWh a compensar. Cada kWp gera cerca de 5,0 × 30 × 0,78 = 117 kWh por mês. Potência necessária: 250 ÷ 117 ≈ 2,14 kWp, o que dá 4 placas de 550 W (2,2 kWp), com uns 10 m² de telhado.
Os 0,78 representam o rendimento do sistema: perdas por calor, sujeira, cabos, inversor e inclinação do telhado. Sistemas bem instalados ficam perto disso; telhados com sombra ou mal orientados rendem menos.
Por que a taxa mínima não some
Mesmo gerando tudo o que consome, a casa continua conectada à rede e paga o custo de disponibilidade: o equivalente a 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico). Além disso, a contribuição de iluminação pública continua na conta. Por isso o simulador dimensiona o sistema para o consumo acima da taxa mínima: gerar mais do que isso só cria créditos que você não vai conseguir usar.
O que muda com a Lei 14.300 (Fio B)
Quem pediu a ligação do sistema solar depois de 7 de janeiro de 2023 paga, de forma escalonada, uma parte da tarifa de uso da rede (o chamado Fio B) sobre a energia que injeta na rede e usa depois como crédito. O percentual sobe a cada ano:
| Ano | Parcela do Fio B paga sobre a energia compensada |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
A energia consumida no mesmo instante em que é gerada (geladeira, ar-condicionado e computador ligados ao meio-dia, por exemplo) não passa pela rede e não paga Fio B. Por isso o simulador pergunta quanto você usa durante o dia. Como o Fio B costuma representar algo em torno de um quarto da tarifa, o simulador desconta 25% × 60% sobre a parte injetada em 2026. É uma aproximação: o peso real do Fio B varia de distribuidora para distribuidora. Entenda o impacto em energia solar compensa?.
De onde vem o preço estimado
O simulador usa preços finais de sistemas residenciais instalados levantados pela consultoria Greener no primeiro semestre de 2026: cerca de R$ 3,60 por Wp em sistemas de 2 kWp e R$ 2,91 por Wp em sistemas de 4 kWp, com preço por Wp menor em sistemas maiores. A faixa mostrada (15% para baixo e para cima) cobre diferenças de região, telhado, marca e instalador. Preços de kits subiram no começo de 2026, então peça sempre orçamentos atualizados.
Como usar o resultado para avaliar um orçamento
- Potência: o orçamento deve propor algo perto da potência indicada. Muito acima só faz sentido se você vai aumentar o consumo (ar-condicionado novo, carro elétrico).
- Geração prometida: peça a geração mensal estimada em kWh. Compare com potência × geração por kWp do simulador.
- Preço por Wp: divida o valor do orçamento pela potência em watts. Fora da faixa do simulador, peça explicação.
- Garantias: placas costumam ter garantia de produto e de desempenho por muitos anos; inversor, garantia menor. Confira por escrito.
- Homologação: o instalador deve cuidar do pedido de acesso à distribuidora e da troca do medidor.
O que este simulador não faz
- Não avalia sombra, orientação e inclinação do seu telhado. Uma visita técnica é indispensável.
- Não considera reajustes futuros da tarifa, que tendem a encurtar o retorno, nem a perda gradual de rendimento das placas, que tende a alongar.
- Não inclui financiamento. Com juros, o retorno fica mais longo.
- Não substitui o projeto de um engenheiro ou técnico habilitado.
Perguntas frequentes
Quantas placas solares preciso para uma conta de 300 kWh?
Depende do sol da região e do tipo de ligação. Em São Paulo, numa ligação bifásica, a conta dá cerca de 2,1 kWp, ou 4 placas de 550 W. Em estados com mais sol, como o Nordeste, pode bastar um pouco menos.
Quanto custa um sistema de energia solar para casa em 2026?
Segundo levantamento da Greener do primeiro semestre de 2026, um sistema residencial de 4 kWp ficou em torno de R$ 2,91 por Wp, perto de R$ 11.600 instalado. Sistemas menores custam mais por Wp. O preço final depende da região e do telhado.
Em quanto tempo a energia solar se paga?
Em casas com consumo médio ou alto e tarifa acima de R$ 0,80/kWh, o retorno costuma ficar entre 3 e 6 anos. Com consumo baixo, perto da taxa mínima, ou tarifa barata, o retorno fica longo.
Com energia solar a conta de luz zera?
Não. Continua a cobrança do consumo mínimo da ligação (30, 50 ou 100 kWh), a contribuição de iluminação pública e, para sistemas novos, a parcela do Fio B sobre a energia compensada.
O que é kWp?
Quilowatt-pico: a potência das placas em condições padrão de teste. Um sistema de 2,2 kWp tem, por exemplo, 4 placas de 550 W. A energia gerada por mês depende do sol da região.