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Simulador de energia solar: quantas placas, quanto custa e em quanto tempo se paga

Consumo e estado: o simulador mostra o sistema indicado, o investimento e o retorno, com as regras de 2026.

Informe o consumo médio da sua casa e o estado. O simulador calcula o tamanho do sistema solar, quantas placas cabem nessa conta, quanto espaço de telhado é preciso, uma faixa de investimento e em quanto tempo a economia paga o sistema, já considerando as regras da Lei 14.300.

Simulador de energia solar residencial

Tamanho do sistema, número de placas, investimento estimado e retorno.

Faça a média dos últimos 12 meses do histórico da conta.
kWh
Define a média de sol usada no cálculo.
R$/kWh
Quanto da energia você usa enquanto há sol? Casa vazia de dia usa pouco na hora da geração; quem fica em casa usa mais.
Sistema indicado
0 kWp
0placas de 550 W
0 m²de telhado, aprox.
R$ 0investimento estimado
R$ 0economia por mês

Premissas: sol médio do estado (aproximação do Atlas Brasileiro de Energia Solar), rendimento do sistema de 78%, placas de 550 W, preço de R$ 2,40 a R$ 3,60 por Wp conforme o porte (referência Greener, 1º semestre de 2026), Fio B a 60% em 2026 (Lei 14.300) sobre a energia injetada e taxa mínima mantida. Não considera reajustes futuros da tarifa nem a perda de rendimento das placas.

Como usar o simulador

  1. Consumo médio: some o consumo em kWh dos últimos 12 meses (está no histórico da conta) e divida por 12. Usar só um mês distorce o resultado, porque o consumo muda entre verão e inverno.
  2. Estado: define quanto sol, em média, chega ao seu telhado. Para o seu endereço exato, o CRESESB (Cepel) oferece a consulta SunData por coordenadas.
  3. Tarifa com impostos: o valor do kWh da sua conta. Veja como calcular o valor do kWh.
  4. Tipo de ligação: monofásico, bifásico ou trifásico. Ele define a taxa mínima que você continua pagando mesmo com energia solar.
  5. Uso durante o dia: a energia usada no mesmo momento em que é gerada vale mais do que a injetada na rede, por causa do Fio B.

A conta por trás do resultado

Passo a passo

energia a compensar = consumo médio − consumo mínimo da ligação

geração por kWp/mês = sol médio (kWh/m²/dia) × 30 × 0,78

potência (kWp) = energia a compensar ÷ geração por kWp

Exemplo em São Paulo (sol médio de 5,0), consumo de 300 kWh, bifásico: 300 − 50 = 250 kWh a compensar. Cada kWp gera cerca de 5,0 × 30 × 0,78 = 117 kWh por mês. Potência necessária: 250 ÷ 117 ≈ 2,14 kWp, o que dá 4 placas de 550 W (2,2 kWp), com uns 10 m² de telhado.

Os 0,78 representam o rendimento do sistema: perdas por calor, sujeira, cabos, inversor e inclinação do telhado. Sistemas bem instalados ficam perto disso; telhados com sombra ou mal orientados rendem menos.

Por que a taxa mínima não some

Mesmo gerando tudo o que consome, a casa continua conectada à rede e paga o custo de disponibilidade: o equivalente a 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico). Além disso, a contribuição de iluminação pública continua na conta. Por isso o simulador dimensiona o sistema para o consumo acima da taxa mínima: gerar mais do que isso só cria créditos que você não vai conseguir usar.

O que muda com a Lei 14.300 (Fio B)

Quem pediu a ligação do sistema solar depois de 7 de janeiro de 2023 paga, de forma escalonada, uma parte da tarifa de uso da rede (o chamado Fio B) sobre a energia que injeta na rede e usa depois como crédito. O percentual sobe a cada ano:

AnoParcela do Fio B paga sobre a energia compensada
202315%
202430%
202545%
202660%
202775%
202890%

A energia consumida no mesmo instante em que é gerada (geladeira, ar-condicionado e computador ligados ao meio-dia, por exemplo) não passa pela rede e não paga Fio B. Por isso o simulador pergunta quanto você usa durante o dia. Como o Fio B costuma representar algo em torno de um quarto da tarifa, o simulador desconta 25% × 60% sobre a parte injetada em 2026. É uma aproximação: o peso real do Fio B varia de distribuidora para distribuidora. Entenda o impacto em energia solar compensa?.

De onde vem o preço estimado

O simulador usa preços finais de sistemas residenciais instalados levantados pela consultoria Greener no primeiro semestre de 2026: cerca de R$ 3,60 por Wp em sistemas de 2 kWp e R$ 2,91 por Wp em sistemas de 4 kWp, com preço por Wp menor em sistemas maiores. A faixa mostrada (15% para baixo e para cima) cobre diferenças de região, telhado, marca e instalador. Preços de kits subiram no começo de 2026, então peça sempre orçamentos atualizados.

Como usar o resultado para avaliar um orçamento

  • Potência: o orçamento deve propor algo perto da potência indicada. Muito acima só faz sentido se você vai aumentar o consumo (ar-condicionado novo, carro elétrico).
  • Geração prometida: peça a geração mensal estimada em kWh. Compare com potência × geração por kWp do simulador.
  • Preço por Wp: divida o valor do orçamento pela potência em watts. Fora da faixa do simulador, peça explicação.
  • Garantias: placas costumam ter garantia de produto e de desempenho por muitos anos; inversor, garantia menor. Confira por escrito.
  • Homologação: o instalador deve cuidar do pedido de acesso à distribuidora e da troca do medidor.

O que este simulador não faz

  • Não avalia sombra, orientação e inclinação do seu telhado. Uma visita técnica é indispensável.
  • Não considera reajustes futuros da tarifa, que tendem a encurtar o retorno, nem a perda gradual de rendimento das placas, que tende a alongar.
  • Não inclui financiamento. Com juros, o retorno fica mais longo.
  • Não substitui o projeto de um engenheiro ou técnico habilitado.

Perguntas frequentes

Quantas placas solares preciso para uma conta de 300 kWh?

Depende do sol da região e do tipo de ligação. Em São Paulo, numa ligação bifásica, a conta dá cerca de 2,1 kWp, ou 4 placas de 550 W. Em estados com mais sol, como o Nordeste, pode bastar um pouco menos.

Quanto custa um sistema de energia solar para casa em 2026?

Segundo levantamento da Greener do primeiro semestre de 2026, um sistema residencial de 4 kWp ficou em torno de R$ 2,91 por Wp, perto de R$ 11.600 instalado. Sistemas menores custam mais por Wp. O preço final depende da região e do telhado.

Em quanto tempo a energia solar se paga?

Em casas com consumo médio ou alto e tarifa acima de R$ 0,80/kWh, o retorno costuma ficar entre 3 e 6 anos. Com consumo baixo, perto da taxa mínima, ou tarifa barata, o retorno fica longo.

Com energia solar a conta de luz zera?

Não. Continua a cobrança do consumo mínimo da ligação (30, 50 ou 100 kWh), a contribuição de iluminação pública e, para sistemas novos, a parcela do Fio B sobre a energia compensada.

O que é kWp?

Quilowatt-pico: a potência das placas em condições padrão de teste. Um sistema de 2,2 kWp tem, por exemplo, 4 placas de 550 W. A energia gerada por mês depende do sol da região.

Atualizado em 23 de outubro de 2026 · Lucas Monteiro. Ferramenta educativa: os resultados são estimativas e não substituem a leitura da sua conta de luz nem a orientação de um profissional.